Carol Celico lança site com sua história e mensagens

Profa. Ms Gizele Monteiro

 

Não podemos deixar de prestigiar e parabenizar pelo trabalho tão delicado e com tanta emoção da Pastora Caroline Celico, esposa do jogador Kaká e pastora da Igreja Renascer em Cristo.

Seu projeto da gravação de seu primeiro CD, foi lançado na semana passada com grande sucesso: CD, Carol Celico, está sendo disponibilizado por downloads gratuitos no site www.carolcelico.com. ”Sempre gostei de cantar, mas fazia isso no chuveiro. Não significa que ‘a mulher do Kaká vai virar cantora’, criei esse projeto para levar uma mensagem positiva às pessoas”, disse. O CD virtual vai disponibilizar 12 músicas que falam sobre o amor e a amizade. Entre elas, Mesma Luz, em parceria com a cantora Claudia Leitte, e Presente de Deus, de autoria de Kaká. Carol musicou os votos de casamento do marido, cuja letra diz: ”Eu busquei você no altar de Deus/ Recebi você das mãos de Deus”. Caroline sempre teve vocação para música. Desde criança, ela toca piano e já fez participações nos CDs do Renascer Praise 10, 11 e 12. Desde que integrou a Igreja Renascer em Cristo começou a fazer aulas de canto e a participar ativamente do louvor.

Vale a pena conferir …

 





Fatores que predipõem à Hipertensão

Profa. Ms Gizele Monteiro

Controlando a Pressão Arterial

Conheça um pouco dos fatores que predispõem à hipertensão arterial.

Além do conhecimento e do controle, o exercício é uma forma saudável para prevenção de hipertensão e doenças cardiovasculares.

O Método Mais Vida tem atendimento personalizado para pessoas que desenvolvera  hipertesão ou apresentam cardiopatias. Acesse www.metodomaisvida.com.br e informe-se! 

 





Gospel Music - O Mar

Segue o Renascer Praise com a música - O Mar - na Marcha para Jesus 2010. Fantástico, Maravilhoso …





Flexibilidade no Futebol - parte 1

Profa. Ms Gizele Monteiro

É de fundamental importância o entendimento do comportamento da Flexibilidade no Futebol, uma vez que ela tem relação com o desempenho da força muscular, velocidade, qualidade do gesto técnico e sua deficiência pode predispor a lesões musculares e desequilíbrio postural (Godik, 1996; Bompa, 2002).

A medida da Flexibilidade é importante para o exame físico, o qual permite ao preparador físico avaliar disfunções e avanços da recuperação funcional ou predisposições a patologias do movimento (Norkin & White, 1997).

Tem sido sugerido que a rigidez restringe a AM (amplitude de movimento) e provavelmente predispõe à ruptura muscular e tendinites e prejudicando a performance nos desportos onde a flexibilidade é importante. Encurtamento provocado por velhas lesões com persistente cicatriz tecidual, fibrose e adesão em músculo e estruturas envoltórias (Ekstrand & Gillquist, 1982; Pedrinelli, 1994).    

As lesões musculares são muito importantes dentre as ocorrências mais freqüentes no futebol. No estudo de Pedrinelli (1994) as lesões musculares foram o segundo tipo mais freqüente, tendo um maior comprometimento a coxa, acometendo mais os jogadores de meio-campo, que são atletas que utilizam a musculatura de maneira constante, com intensidade menor os pontas, que são atletas que realizam mais corridas de curta distância em velocidade (utilizando de maneira inconstante, porém, com intensidade maior, a musculatura flexo-extensora do joelho causando sobrecarga importante.

Um levantamento realizado em 8 equipes profissionais do futebol brasileiro por Cohen e colaboradores em 1997, teve o objetivo de avaliar a incidência das lesões na modalidade. A maioria das lesões ocorreram em jogadores do meio-campo e ataque (66,1%), nos membros inferiores e em traumas sem contato físico (69,8%). As lesões musculares (39,2%), principalmente na coxa (34,5%) foram as mais freqüentes e o retorno aos treinamentos e jogos ocorreu em média após 1 semana (66,9%), representado na maioria dos casos, lesões leves. Os times que realizaram mais jogos e disputavam mais campeonatos, apresentaram uma maior incidência de lesões, demonstrando que a maior exposição, o menor tempo de reabilitação e recuperação física, são fatores que influenciam na procura do departamento médico por parte dos atletas (Cohen, 2001).

A combinação de fatores extrínsecos como erros no treinamento e fatores comportamentais e intrínsecos ou fatores anatômicos como alinhamento ósseo da extremidade, deficiência de flexibilidade ou lassidão ligamentar predispõem atletas ao desenvolvimento de lesões por overuse. A falta de flexibilidade agrava e predispõem ao desenvolvimento de várias lesões por overuse, especialmente aquela que ocorre em crianças e adolescentes, incluindo a tração apofisite. O déficit em flexibilidade pode melhorar com programa apropriado de alongamento (Krivickas, 1997).

Segundo Pedrinelli (1994) lesões musculares são ocasionadas por uma somatória de fatores, onde a não individualização do treinamento e as sobrecargas constantes não acompanhadas de período de compensações nos treinos físicos, são agentes etiológicos de grande importância.

Ekstrand & Gillquist (1983) documentaram 32 distensões de adutores (virilha) em 180 jogadores de futebol, representando 13% de todas as lesões durante 1 ano  observaram ainda que a Amplitude de Movimento (AM) da pré-temporada para a abdução do quadril foi menor em jogadores que tiveram distensão de adutores (virilha) comparada com jogadores não lesionados.





Exercícios para Grávidas - Guia de Orientações

Profa.  Ms Gizele Monteiro

É verdade que exercícios durante a gravidez ajudam no parto?

stockxpertcom_id390627_size0Os exercícios promovem a melhora da força e da resistência, o que ajudará seu corpo a carregar o peso extra da gravidez e também auxiliará no preparo para o esforço do trabalho de parto. No pós-parto auxilia no retorno do corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.

O exercício tem ainda o benfício de  diminui r ou previnir os desconfortos físicos, como as dores nas costas, inchaço, fadiga e ajuda a manter seu humor mais estável e a auto-estima e o sono em dia. 

Há algum motivo para não me exercitar enquanto estiver grávida?

Algumas mulheres precisam de mais cuidados para fazer exercícios. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer atividade se você:

• tem histórico de aborto espontâneo
• teve um bebê prematuro no passado
• sabe que corre risco de um trabalho de parto prematuro nessa gestação
• sabe que sua placenta está baixa
• teve sangramento forte
• teve problemas na coluna lombar ou nas articulações do quadril
• apresenta alguma doença pré-existente
• apresenta quadro de hipertensão
• tem gravidez gemelar

Costumo fazer exercícios físicos de alto impacto. É seguro continuar durante a gravidez?

Se você está liberada por seu médico, está bem de saúde, em ótima forma física e se sente disposta, mantenha sua rotina, é claro com as devidas mudanças (consulte um profissional que entenda de prescrição de exercícios durante a gravidez). De acordo com um estudo da revista científica American Journal of Obstetrics and Gynecology, mulheres ativas e saudáveis que se exercitam antes da gestação podem continuar a fazê-lo durante toda a gravidez sem risco à saúde ou ao desenvolvimento do bebê. Por isso pode continuar, por exemplo, a corrida, porém com mudanças.

Eu era sedentária e agora quero me exercitar. Quais os cuidados que devo tomar?

Depois de conversar com seu médico e ser liberada, você poderá fazer exercícios de intensidade leve a moderada. Como não está adaptada as atividades devem ser de baixo impacto, como caminhadas, exercícios localizados, de alongamento.

 gestantes esteira correndo

Devo mudar minha rotina de exercícios ao longo dos nove meses de gestação?

Sim! Mesmo que você seja bem ativa antes da gravidez, seu corpo naturalmente terá a tendência de diminuir o ritmo, para acomodar o útero em crescimento. Ocorrerão também alterações posturais e biomecânicas que influenciarão no conforto do exercício. Alguns exercícios também devem ser evitados, como por exemplo, a postura deitada (decúbito dorsal).

Há esportes que não são recomendados para grávidas?

Se você não é atleta profissional, atividades esportivas, como basquete, vôlei e futebol, lutas, esqui, não são recomendadas por autoridades internacionais e nacionais, pois essas oferecem potencial risco para quedas, traumas além de confrontos corpo a corpo.

Dá para saber se estou exagerando nos exercícios e posso fazer mal ao bebê?

A fadiga é uma forma de perceber a intensidade do exercício, dessa forma escute os sinais do seu prórpio corpo. Uma forma subjetiva usada por alguns estudiosos é o teste da fala, isto é, diminuir o ritmo quando não estiver conseguindo conversar, porém existem formas mais seguras que um profissional que conheça a fisiologia da gravidez e as mudanças gestacionais pode usar para programar o exercício na intensidade adequada para a mamãe.

SINAIS DE SE INTERROMPER O EXERCÍCIO:

Interrompa os exercícios imediatamente se sentir: tontura, falata de ar, sensação de desmaio, sangramento vaginal,  dificuldade para andar, contrações ou falta de movimentação do bebê (mas tenha em mente que o bebê costuma ficar mais quietinho quando você se exercita).

LEIA TAMBÉM OUTROS ARTIGOS NO SITE DO MAIS VIDA GESTANTES:

Gestação:

http://metodomaisvida.com.br/gestantes/2010/05/19/que-exercicio-uma-gestante-pode-fazer-artigo-no-blog-da-zazou

Pós-parto:

http://metodomaisvida.com.br/gestantes/2010/04/04/exercicios-fisicos-no-pos-parto/

http://metodomaisvida.com.br/gestantes/2010/05/21/ginastica-no-pos-parto/





Alongamento Estático - Fisiologia

Profa. Ms Gizele Monteiro

O que acontece quando utilizamos o alongamento estático, isto é, permancemos parado por alguns segundos no alongamento?

O tempo prolongado na posição estática domina a influência do reflexo de alongamento (estiramento), que produz um efeito dinâmico do fuso muscular (Gottlieb & Agarwal apud Etnyre & Lee, 1987).

Avelã et al. (1999) testaram o efeito do alongamento passivo prolongado e repetido (APR) no músculo tríceps sural sobre a sensibilidade do reflexo. Os resultados mostraram deterioração da função muscular imediatamente após o APR, resultado da redução da sensitividade dos fusos musculares para o alongamento repetido.

 

Para comprovar isso, as pesquisas têm indicado que o alongamento estático produz menos tensão muscular e conseqüentemente menor resistência ao alongamento que os outros métodos de treinamento (Moore & Hutton, 1980; Beaulieu, 1981).

Estas informações têm sido as responsáveis por orientar os profissionais por anos na preferência do alongamento estático, sendo o mais recomendado para a saúde e melhora da qualidade de vida.





Ginástica no Pós-parto

Profa. Ms Gizele Monteiro

Os exercícios no pós-parto podem ser introduzidos gradativamente e, em condições favoráveis, podem ser iniciados logo após a paciente ter deixado a maternidade, mas o importante sempre é ter a liberação médica associado ao tipo de parte e condição física da mulher.

Existem exercícios muito leves e com característica que podem ajudar muito a mulher nesses momentos, como por exemplo, exercícios de alongamento para a região das costas, cervical, parte anterior do tronco (músculos peitorais) que ajudam a compensar a postura e auxiliam no relaxamenteo a mulher, que passará por um momento de adaptação que é estressante. Além disso esses exercícios combinarm muito com a massagem que realizada em alguns pontos torna-se estratégica para o relaxamento e o alívio de dores.

Aos poucos podem ser introduzidos também exercícios de resistência para a musculatura utilizada no dia-a-dia e complementados pela caminhada.

O importante é desmistificar que os exercícios não podem ser iniciados nesse período

Objetivos:

  • preservação ou restauração das funções normais da bexiga e do intestino;
  • restauração do tônus muscular, da silhueta e da postura;
  • evitar aquisição de peso;
  • prevenção do prolapso genital (queda do útero)

Logo após dar à luz, a mãe tem seus dias completamente preenchidos, cuidando do bebê. Amamentar, trocar fraldas, dar banho, acalmar o choro, enfim, este novo serzinho domina totalmente o ambiente, impedindo, sobretudo, que a mãe possa pensar em si, pois quando ela não estiver ocupada com o seu bebê, provavelmente estará dormindo para repor as energias.

À medida em que o tempo passa, ambos, mãe e bebê, vão adaptando-se um ao outro. As mamadas acontecem em um intervalo regular, e a mãe já terá adquirido mais prática nas tarefas diárias.

O ideal é que a mãe consiga sempre encontrar um tempinho para cuidar de si.

O treinamento personalizado nesse sentido tem uma importância muito grande pois o profissional irá até o domicílio fazendo com que a mamãe possa programar o horário dentro do seu ritmo e do seu bebê.

Aos poucos a aula em grupo com o bebê também pode ser uma opção pois assim não terá que deixar seu bebê com alguém a reunião com outras mães e seus pequenos será importante para a socialização dos dois.

Os exercícios muitas vezes são deixados num segundo plano, mas deve fazer parte do seu dia-a-dia.

O método Mais Vida Gestantes pensou em todas essas opções e temos vários serviços que a mamãe poderá contar:

- Personal Training: com atendimento domiciliar, em um dos nossos pontos ou em seu no local de preferência (clube - academia),

- Aulas em grupo: pequenos grupos que podem ser realizados com os bebês ou não

- Grupo de caminhada e corrida: atendimento na USP aos sábados e já estamos fechando uma parceria no Ibirapuera.

Para as mamães de outras cidades temos ainda …

Rio de Janeiro: os mesmos atendimentos e o grupo de caminhada e corrida acontece numa orla de Copacabana na Tenda Proativa com a equipe da Proativa Club, parceiros do Mais Vida Gestantes.

Brasília: parceiros do Mais Vida Gestantes os programas Fit Mama e Dani Rico realizam atendimento personalizado  e ainda com grupos de ginástica (com o bebê) e hidroginástica.

 

Saiba mais!

São Paulo: gizele@metodomaisvida.com.br / Fones - (11) 2867-3307 e 7871.4162

Rio de Janeiro: contato@proativaclub.com.br / Fones - (21) 3242-3334 e 9209-3842

Brasília: fitmama2009@hotmail.com / Fone - (61) 3264-1216 e 9306-1963





Flexibilidade e Lesão de Tornozelo do Bailarino

Profa. Ms Gizele Monteiro

A pesquisa apresentada pela Profa. Sayonara merece todo o destaque e crédito pelo excelente e importante levantamento literário assim como também as observações técnicas de altíssima qualidade e conhecimento no assunto, sendo extremamente positivas e construtivas para sanar as falhas na formação técnica e física de bailarinos.

FLEXIBILIDADE E LESÃO NO TORNOZELO DO BAILARINO
Por: Sayonara Sosa Antunes
Especialista em dança PUCRS, Graduada em Educação Física, Coreógrafa de Teatro e Professora de Dança. sayonick@hotmail.com

Poucos estudos têm sido publicados sobre a relação entre dança e lesão no bailarino levando dessa forma ao desconhecimento do mesmo no que diz respeito aos cuidados necessários a serem tomados durante esta prática.

A falta de informação por parte dos bailarinos, sobre o seu próprio corpo, faz com que o número de lesões seja cada vez maior, uma vez que muitos professores de dança apresentam-se totalmente despreparados no sentido de orientar seus alunos em questões anatômicas, cinesiológicas e fisiológicas, questões estas que estão diretamente ligadas à prática da dança no que se refere ao rendimento técnico e o máximo de segurança.

Durante uma vivência em bailarinos (iniciante e experientes) com hipermobilidade da articulação talocrural (tornozelo), observou-se a falta de força dos mesmos e maior tendência à instabilidade articular em inversão na realização do trabalho de pontas durante a prática da dança, ou seja, a ocorrência de um desalinhamento do eixo vertical do tornozelo durante o trabalho de pontas onde o dedo mínimo é projetado em direção ao solo. Partindo desta observação fez-se necessária uma investigação mais aprofundada da presente questão objetivando conferir se esta hipótese é verdadeira para então prevenir o acontecimento de lesões.

Palazzi, Hernandez e Perez (1988) relatam que dança quando praticada com dedicação objetivando a perfeição, pode ser comparada aos esportes de competição, no que se refere ao número de horas praticadas diariamente. A partir do relato destes autores podemos pensar em dança como uma atividade com grande probabilidade de ocorrência de lesões pela alta exigência sofrida por alguns segmentos corporais, onde podemos citar a articulação do tornozelo.

Autores como Minguez (1988), Palazzi, Hernandez e Torrens (1992), entre outros, apontam a articulação do tornozelo como um dos segmentos onde acontece o maior número de lesões em bailarinos. Ocorre que, alguns bailarinos são donos de uma mobilidade articular acima da média, em que tem se observado uma possível relação entre esta característica articular e uma falta de força local, podendo ser este, um forte agravante no acontecimento de lesões.

Segundo Minguez (1988), um aumento da prevalência de hipermobilidade articular em bailarinos, os predispõe a apresentar lesões ligamentares entre outras patologias; este autor ainda cita que, dada a intensidade desta atividade, a hipermobilidade em bailarinos pode ser considerada mais como uma desvantagem. A inter-relação entre hiperlassidão articular e a dança é freqüentemente ponderada e debatida, ainda que seu estudo científico seja bastante escasso.

Howse (1987) relata que, a partir de estudos com jovens bailarinos, concluiu-se que os bailarinos hipermóveis apresentam maior propensão a sofrer lesão do que aqueles sem hipermobilidade articular. Em um bailarino com hipermobilidade articular a força é extremamente importante no controle deste aumento de mobilidade, que acompanha, com relativo equilíbrio, uma fraqueza muscular. Infelizmente estes jovens bailarinos hipermóveis, podem apresentar grande dificuldade em desenvolver força suficiente para controlar o aumento da mobilidade articular.

Segundo Shafle, apud Hergenroeder (1988) a falta de força no pé e tornozelo do bailarino pode resultar em entorses agudos do mesmo ou lesões por uso excessivo destes. A flexão plantar sobre o solo (trabalho de pontas) é um movimento articular de grande solicitação na maior parte das modalidades de dança. Este movimento é na dança denominado relevé. Bordier (1985) cita que o relevé executado em inversão é erro freqüente realizado pelo bailarino na prática da dança.

Gangneire, Euler-Zigler Fournier, Commandre (1998) apontam que a lesão mais comum no bailarino ocorre com freqüência em inversão do tornozelo. Distensões podem ocorrer em qualquer ligamento do pé e tornozelo, porém o mais comum envolve o complexo de ligamentos localizados lateralmente no tornozelo.
Reenstram (1999) concorda com os autores acima e explica que, a lesão ligamentar lateral se dá tipicamente em flexão plantar em inversão, pois é a posição de máximo estresse do Ligamento Tíbio Fibular Anterior (LTFA), este é o mais frágil dos ligamentos laterais. Com o pé na posição anatômica, o LTFA corre paralelo ao eixo do pé, quando este se encontra em flexão plantar sobre o solo (relevé), o LTFA, corre paralelamente ao eixo da perna, ficando desta forma, mais suscetível à lesão, uma vez que as torções ocorrem geralmente em flexão plantar e em inversão. O trabalho de pontas é um exemplo típico que pode enquadrar-se no que explica este autor.

Hamilton (1988) afirma que muitos problemas podem ocorrer em uma distensão dos ligamentos durante um entorse de grau III (entorse severo). Esta situação ocorre no momento em que o tornozelo deixa de seguir o alinhamento da perna por uma questão de instabilidade, gerada provavelmente pelo déficit de força da musculatura local para manter a posição de relevé perpendicular ao solo.

Segundo Gleim, Mchugh (1997) muitos especialistas em Medicina do Esporte acreditam que a flexibilidade assume importante papel na ocorrência de lesões, ainda que possa apresentar-se de diferentes formas conforme a modalidade esportiva realizada; porém, estes autores concordam que a flexibilidade dinâmica para lesões ainda não tem sido investigado.

PESQUISA
Relacionando-se a observação de bailarinos hipermóveis com fraqueza muscular e, a revisão bibliográfica realizada anteriormente, conclui-se que somente através de uma pesquisa científica seria possível considerar a possibilidade desta questão ser verdadeira. A partir desta pesquisa bibliográfica foi realizada também uma pesquisa de campo onde se investigou a relação entre flexibilidade e lesão da articulação talocrural no trabalho do relevé em pontas (flexão plantar talocrural e metatarsofalangeana sobre o solo) em bailarinas semiprofissionais de Ballet Clássico.

Metodologia: a amostra pesquisada (composta por 8 bailarinas) foi selecionada através de Anamnese (informações como idade, tempo de prática de dança e carga horária e perna dominante), IMC (Índice de Massa Corporal, para certificar-se de que não há bailarina com aumento de peso) e mensuração da amplitude de flexão plantar talocrural de ambos os tornozelos a partir de um flexímetro (aparelho utilizado para medir a ADM - Amplitude de Movimento Articular). Vale salientar que os graus de flexão plantar talocrural encontrados nas bailarinas selecionadas para compor a amostra variaram em seus valores do mais baixo ao mais alto grau de flexibilidade, objetivando desta forma, verificar se as bailarinas com maior grau de flexibilidade talocrural apresentarão maior tendência a sofrer entorse em inversão na prática do relevé, do que as bailarinas com menor flexibilidade na referida articulação. O programa compreendeu de um período de dois meses e meio onde foram observadas (filmadas) dez aulas (sessões) de Ballet Clássico, sendo os exercícios realizados com leve apoio de uma barra fixa e no centro da sala sem apoio nenhum. Em aulas de Ballet, a maior parte dos exercícios tem uma duração que varia de quinze segundos a poucos minutos onde se trabalham contrações do tipo isométrica, concêntrica e excêntrica, exercícios de resistência muscular localizada (principalmente em membros inferiores), força rápida e resistência de força e flexibilidade. O tempo de duração de cada aula varia entre 1hora e 30minutos a 2horas de duração.

Também buscando coletar dados, a amostra respondeu a um questionário do tipo fechado (informações sobre possíveis instabilidade articulares e lesões de tornozelo pregressas) e submeteu-se a um teste de equilíbrio (Eurofit, 1988).

Resultados: a análise dos resultados, a partir dos dados coletados, foi apresentada segundo valores encontrados a partir do teste t - student para dados pareados, onde foram levadas em consideração as variáveis ADM talocrural, IMC, teste de equilíbrio e número de inversões ocorridas durante a pesquisa. Em função dos resultados obtidos, concluiu-se que o número de inversões aconteceram com maior freqüência nos tornozelos mais flexíveis com um nível de significância < 0,05. A partir desta tendência, constatou-se que bailarinas com aumento de flexibilidade talocrural apresentaram um déficit de força local, ficando desta forma mais expostas ao risco de sofrer entorse.
CONCLUSÃO
A partir dos resultados obtidos, foi possível refletir e concluir que como um mecanismo de prevenção, seria prudente por parte dos professores de dança, uma maior interação sobre questões anatômicas,  cinesiológicas e fisiológicas do bailarino e não somente nas questões artísticas. Um bailarino trabalhado de forma consciente e cuidadosa na parte técnica é um bailarino com maior probabilidade de apresentar alto rendimento em termos de performance além de um maior tempo de vida útil durante sua carreira, não somente no período profissional, mas desde sua iniciação na dança, momento este de suma importância na vida de um bailarino, pois compreende a fase de seu desenvolvimento, quando ocorrido na infância.

A pesquisa pode ser encontrada no link: http://www.bailarinas.kit.net/Artigos/artigos_-_tornozelo.htm





Relação entre Música, Exercício e Gravidez

Prof. Esp. Renato Breviglieri Vianna e Profa. Ms Gizele Monteiro

bebe_musicaPesquisa feita e apresentada em uma reunião do ACSM (American College of Sports and Medicine), por Janet McMordie, demonstrou as vantagens de se usar a música como fator motivador no treinamento para as mulheres. A pesquisa constatou que as mulheres poderiam elevar o nível de seus treinos, elevando o nível de esforço nos exercícios, quando o volume de suas músicas favoritas é aumentado. A pesquisa avaliou 18 mulheres praticantes de exercício físico, as quais fizeram o teste escolhendo as músicas preferidas e estas foram executadas em vários níveis de volume e algumas situações não foram executadas. Os exercícios escolhidos foram bicicleta ergométrica, leg press e supino reto. Os resultados encontrados foram os seguintes:

- Leg Press: as mulheres fizeram uma média de 26 repetições antes da fadiga quando não estavam ouvindo música, com o volume mais baixo das músicas preferidas fizeram uma média de 29 repetições, mas com a música alta, as mulheres poderiam fazer uma média de 36 repetições.
- Ciclismo: os resultados mostraram que, ouvir a música em todos os níveis de volume ajudou a melhorar no desempenho das mulheres no teste quando comparado ao não ouvir música. “A Música parece ajudar a empurrar os participantes através do aspecto psicológico quando o teste está lhes dizendo que é muito difícil, bem como empurrar um pouco mais com a dor causada pelo acúmulo de lactato”.

Com força da motivação, quanto mais alta a música, maior o efeito. As mulheres podiam realizar mais repetições antes da fadiga, quando a música era mais alta, do que quando era mais suave ou elas não estavam ouvindo qualquer música. Elas “realizaram com um melhor desempenho e estavam mais felizes”

Música - qualquer que seja o estilo pode ajudar de várias maneiras, de acordo com McMordie, que gosta de heavy metal durante seus treinos. “Psicologicamente, a música que você escuta com o volume um pouco mais alto, pode distraí-lo do que você está fazendo”, diz ela. Em outras palavras, você não percebe tanto a dor. A música pode também causar um aumento na adrenalina que aumenta mais nosso pique, diz ela.

Antes de você aumentar o volume e tocar suas músicas favoritas no seu próximo treino, mantenha em mente a saúde de seus ouvidos, por precaução evite a exposição prolongada a sons intensos, incluindo a música, por isso não aumente muito o volume.

 

MÚSICA NA GESTAÇÃO

musica e exercicio gravidezMamães continuem ouvindo música sem achar que isso possa fazer mal ao seu bebê. Música durante a gestação faz bem para mamãe e ao queridinho. Pesquisas indicam que as gestantes que escutaram trinta minutos de música todos os dias durante duas semanas reduziram, e muito, os sintomas de depressão, estresse e ansiedade em comparação às gestantes que somente fizeram o pré-natal sem a intervenção da música.

Foram utilizados vários estilos de músicas, sendo que todas elas surtiram um efeito positivo, aumentando a atividade cerebral do bebê e fortalecendo o vínculo com a mamãe.

Por isso “Exercício Físico e Música” é uma combinação ideal para o bem-estar da Mamãe e seu bebê.





Exercício Físico: um caminho saudável para o autoconhecimento

Profa. Ms Gizele Monteiro

Em paceria com o Método Mais Vida, o Instituto Mexa-se fundamenta-se num mesmo conceito … ”levar a melhora da saúde e da qualidade de vida através do exercício físico”. Temos o prazer de indicar a leitura do artigo de autoria do Prof. Fabio Saba. Vale a pena mesmo conferir!

Por: Fabio Saba - www.fabiosaba.com.br

A ação dos profissionais de Educação Física perante o mercado mudou de tal forma que hoje eles querem mexer não tanto com o corpo, mas muito com a cabeça das pessoas.

A intenção dos profissionais mais sintonizados e comprometidos com as novas tendências desse mercado é mudar a maneira de pensar, é interferir no comportamento de quem ainda não foi persuadido a adotar uma postura saudável na vida.

É preciso contagiar mais e mais pessoas com essa vontade de se cuidar, de manter a mente viva e disposta, de usufruir das maravilhas que o ser humano é capaz de fazer com seu corpo e viver na plenitude do bem-estar.

O exercício físico quer fazer parte da história de pessoas vencedoras que precisam e querem mudar seus comportamentos e se tornarem melhores.

Ele quer estar presente em cada passo e em cada escolha de cada pessoa. Ora, exercício físico é Educação Física, Fisioterapia, Nutrição e por fim é Educação. De crianças, jovens, adultos, idosos, todo mundo.

A prática física quer abrir os olhos das pessoas para as atitudes facilitadoras do bem-estar. É preventiva e remediadora. A prática freqüente ensina a fortalecer para não fraquejar, alongar para ser flexível, trabalhar a respiração para poder persistir.

Ela desafia as pessoas para que elas possam ir até onde não sabiam que era possível. A prática regular de exercícios físicos gera autoconhecimento. É o aprendizado do corpo e da mente: todos aprendendo sobre ele e com ele, ao longo da vida.

 

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