Dor Lombar na Gravidez - Exercício e Cinta previnem a dor

Profa. Ms Gizele Monteiro

Alongamento e faixa ‘japonesa’ aliviam dores de gestantes, demonstra pesquisa


 A autora da pesquisa, Flávia Silva Novaes, e gestante com faixa: estimativas apontam que lombalgia atinge50% das grávidas (Fotos: Antoninho Perri)Por: Raquel do Carmo Santos

A utilização de uma faixa-suporte e a adoção de exercícios de alongamentos podem aliviar as dores nas costas causadas pela lombalgia, motivo de queixa de grande parte das gestantes. A faixa-suporte, uma antiga tradição da cultura japonesa, foi testada em 17 grávidas que realizaram pré-natal nos Centros de Saúde do Jardim Santa Mônica, do distrito de Barão Geraldo e do bairro Village. Já os exercícios de alongamento tiveram 16 voluntárias dos mesmos locais. “Os dois grupos de grávidas relataram o alívio da dor após o início dos testes. Isto significa que ambos os métodos poderiam ser recomendados para quem está sofrendo com o incômodo na gestação”, destaca a autora da pesquisa, Flávia Silva Novaes, que foi orientada pela professora Antonieta Keiko Kakuda Shimo.

Flávia é educadora física e apresentou dissertação de mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Seu objetivo ao propor as duas alternativas para o alívio das dores nas costas foi contemplar um público que não pode ingerir medicações em razão do estado em que se encontra. Além disso, estimativas apontam que 50% das gestantes sofrem com lombalgia. O problema pode resultar, inclusive, na perda das capacidades funcionais. “O aumento do peso da barriga já consiste em um problema para a grávida realizar suas atividades domésticas. Com dor, este quadro fica ainda pior”, argumenta.

Após a aplicação dos testes por três semanas, no último trimestre de gestação, Flávia utilizou escalas de dor, numérica e de carinhas para avaliar a evolução do quadro e saber em que medida os métodos foram eficientes, para traçar um perfil de cada voluntária. Pelo relato, na maioria das gestantes – cerca de 80% –, a dor lombar teve início entre o quarto e sexto mês de gravidez. A maioria também apontou que a dor era diária, principalmente nos períodos vespertino e noturno. Segundo os relatos, as grávidas sentiam “queimação”, incômodo e pontadas.

A seqüência de exercícios de alongamento foi elaborada pela própria pesquisadora, fundamentada na literatura e na vivência profissional de atividades físicas para gestantes. Eles foram aplicados durante 30 minutos, três vezes por semana. Já no caso da faixa-suporte, o uso foi diário. Ela foi colocada entre o quadril e a parte mais baixa do abdômen. A faixa pode ser confeccionada com tecido de algodão, com seis metros de comprimento e 30 centímetros de largura. De fácil colocação, a gestante pode ajustá-la de forma a ficar mais confortável. “Seu custo é baixo e ela pode ser confeccionada pela própria grávida. Até por isso, resolvi realizar os testes em pacientes de Centro de Saúde, por acreditar ser uma opção para as freqüentadoras”, esclarece a educadora física.

Matéria publicada no Jornal da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas / ASCOM - Assessoria de Comunicação e Imprensa / e-mail: imprensa@unicamp.br - Cidade Universitária “Zeferino Vaz” Barão Geraldo - Campinas - SP.

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  1. Psicoterapia Pré-Natal

    - “Estou grávida! E agora? O que eu faço? Será que estou pronta para ter um bebê? São tantas mudanças? Meu corpo está diferente… preciso me cuidar! Tenho que ir ao obstetra. Tenho que me alimentar direito. Vou à nutricionista. Vou fazer hidroginástica, ou quem sabe, yoga para gestantes… Tenho que comprar roupas adequadas a minha barriga… Tenho que fazer o enxoval. Preparar o quartinho do neném. São tantas coisas… O que fazer?”

    Numa mistura de alegria e preocupação, a mulher, que recebeu seu exame positivo para gravidez, desejosa ou surpreendida pela mesma, vai se imaginando diante das mudanças que estão por vir, dos planos que precisam ser refeitos, do corpo que se transforma dia a dia, dos afetos e humores que flutuam no mar de distintas e até contrárias emoções. É nesse mar que a psicoterapia alcança uma particularidade: o cuidado da psique de uma grávida, a Psicoterapia Pré-Natal.

    Há quatro anos acompanhando semanalmente mulheres durante suas gestações, pude constatar que a psicoterapia adentra principalmente três esferas de suas vidas:

    1) Quando uma criança nasce, nasce também uma mãe.
    A mulher que era a filha será a mãe! E o que essa mulher conhece do mundo das mães? Quem foi e quem é a sua mãe? Quem verdadeiramente exerceu a função de mãe dessa mulher? O que foi real, imaginário e internalizado do ser mãe? Como é e como será a relação com a sua mãe, agora avó? O que gostará de repetir ou detestará fazê-lo?

    2) Há um terceiro chegando em casa.
    O dois, o casal, terá que abrir espaço para mais um. Como ficará o relacionamento conjugal? A relação sexual mudará? Quais os antigos e os novos papéis da mulher, enquanto mulher e enquanto mãe? E do homem, enquanto companheiro e enquanto pai? E se a gravidez foi tão inusitada que ainda nem existe o número dois? Será a hora de se comprometer, de formalizar a relação? Ou é melhor aprender a serem mãe e pai separados?

    3) Profissão Atual? Mãe.
    Qual o trabalho que se realiza hoje profissionalmente? Há Prazer? Como conciliar a maternidade e a profissão? Quantidade versus Qualidade de disponibilidade para vida pessoal e para vida profissional. Qual o tamanho da necessidade de ser produtiva? E gestar uma criança, não é maior produção da humanidade? Como as mudanças da gravidez atingem à carreira? Como controlar as mudanças? Elas são passíveis de controle? O que se pode, o que se deve e o que não se quer mudar no trabalho?

    Essas são algumas perguntas trabalhadas em consultório, que estão longe de serem respondidas como a um questionário fechado e racionalizado, pois cada pergunta contém em si uma gama de sentimentos, valores e crenças banhados pela história de vida de cada gestante. E apesar de muitas mulheres responderem-nas ao decorrer da gestação, no turbilhão das tentativas, dos acertos e dos “erros”, fazem-no, muitas vezes, a preços altos e resultados desajustados. Assim, a proposta da Psicoterapia Pré-Natal é fazer do consultório um simbólico útero para desenvolvimento do ser gestante, que está com o seu próprio útero repleto de vida em desenvolvimento.

    Fernanda Barros de Matos
    Psicóloga Clínica
    61 -8115-1502
    http://psicoterapiaepoesia.blogspot.com

    Postado em 09/02/2010

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