Profa. Ms Gizele Monteiro
O estudo da flexibilidade no ombro de tenistas ocorre de longa data. Em 1996 autores estudaram o movimento de rotação do ombro em 39 jogadores da Equipe da Associação Nacional de Tênis dos Estados Unidos e o programa profissional de torneios.
Foram realizadas as medidas goniométricas de rotação interna e externa dos ombros dominante e não-dominante do ombro, realizada com o braço a partir do ângulo de 90 graus de abdução.
Os jogadores foram divididos por idade e por anos de participação em torneios.
Os resultados foram analisados pela rotação total (rotação interna + externa), somente a rotação interna, somente a rotação externa e suas diferenças entre os ombros dominante e não-dominante.
Os resultados mostraram que:
- a rotação interna dominante do ombro apresentou-se diminuida,
- houve uma diferença nas amplitudes entre rotação interna do lado dominante e não-dominante, aumentando essa diferença tanto por idade como para anos de participação em torneios.
- jogadores de tênis masculinos e femininos mostraram o mesmo grau de deficiências.
- a rotação total do lado não-dominante não diminui com a idade,
- há diminuição da amplitude da rotação interna do lado dominante e anos de jogo e rotação total dominante e anos de jogo.
Esses resultados indicam que há uma perda na rotação interna que parece progressiva com períodos de jogo mais longos. Essa perda da rotação interna do ombro é uma perda absoluta porque a rotação total também diminui.
A detecção precoce e um programa de treinamento corretivo devem ser considerados porque essas adaptações negativas podem resultar em efeitos deletérios sobre a biomecânica, afetando tanto o desempenho como aumentando o risco de lesões.
Referência bibliográfica:
Livningston, BP, Roetert, EP. Shoulder range of motion in elite tennis players. Effect of age and years of tournament play. Am J Sports Med., 24(3):279-85, 1996.



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