Importância da Flexibilidade e sua Avaliação

Profa. Ms. Gizele A. Monteiro

A capacidade física que descreve a amplitude de movimento (AM) que uma articulação pode realizar tem sido relacionada à saúde e ao desempenho desportivo.

A compreensão dos movimentos normais e anormais das articulações é a chave para o entendimento da anatomia funcional, constituindo também o fundamento para a prescrição coerente dos exercícios terapêuticos e para saber quando se deve modificar e terminar um programa de treinamento (Moore, 1987).

Em relação ao desporto, os principais estudiosos da área já têm demonstrado a importância da flexibilidade para o desempenho das outras capacidades físicas, como a força, a velocidade e até mesmo a resistência, cooperando para um menor gasto energético quando há uma amplitude de movimento adequada do atleta (Platonov & Boulatova, s. d.).

Moore (1987) comenta a importância da avaliação da AM não só para médicos e fisioterapeutas, mas também para os educadores físicos e os analistas de planejamento de engenharia.

A medida da AM é importante para o exame físico, o qual permite ao professor de educação física ou profissional da saúde avaliar os ganhos em amplitude, as disfunções e os avanços da recuperação funcional ou predisposições a patologias do movimento (Norkin & White, 1997).

Medir a flexibilidade pode contribuir para implicações das diferentes amplitudes de movimentos: desempenho desportivo, saúde e doença (Achour Júnior, 1999).

Não basta apenas medir a flexibilidade; é necessário saber analisar os resultados dos testes, a fim de indicar os efeitos dos exercícios de alongamento em benefício das diferentes exigências na saúde, no desporto ou na doença. Conforme os resultados, é possível que alguns grupos musculares precisem de maiores índices de alongamento.

A definição e o conhecimento dos valores normais da AM oferecem algumas vantagens, especialmente a base para comparação durante as várias fases do treinamento, seja no personal training seja no desporto.

Para que a avaliação se enquadre dentro dos objetivos, é necessário o entendimento da manifestação da flexibilidade, descrita a seguir.

“O avaliador pode e deve fazer uso das flexibilidades ativa e passiva em suas avaliações.”

Medição das Flexibilidades Ativa e Passiva

Alguns protocolos medem a flexibilidade na sua manifestação ativa e outros na sua manifestação passiva. O avaliador pode optar pelo protocolo, se deseja medir a flexibilidade, ativa ou passiva. O teste angular utilizando o goniômetro pendular (flexômetro ou flexímetro) pode medir a flexibilidade na sua manifestação ativa e passiva, o que não acontece facilmente com o goniômetro universal.

A escolha da utilização de uma ou de ambas fica a critério do avaliador. Os movimentos são os mesmos, diferenciando-se apenas na sua execução (pelo indivíduo ou pelo avaliador).

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