Curso: Desmistificando o Alongamento

DESMISTIFICANDO O ALONGAMENTO

Curso direcionado para aprender e entender a importância dos exercícios de alongamento e da capacidade física Flexibilidade.

Nosso objetivo é “desmistificar e posicionar os profissionais diante de tantas teorias que estão desvalorizando a aplicação dos exercícios de alongamento e da capacidade física Flexibilidade”.

Afinal, será que ele(a) serve para alguma coisa?

A partir da teoria e prática muitas questões poderão ser solucionadas!

Você poderá elaborar suas aulas e treinos para qualquer perfil de aluno e até mesmo atletas de várias modalidades, de amadores a profissionais.

Aprenderá na prática os ajustes posturais necessários para que o exercício seja mais eficiente, obtendo assim um melhor desempenho da musculatura.

Conteúdo:

- Afinal o alongamento serve para alguma coisa? Conceituando o Alongamento e a Flexibilidade;

- Manifestação da Flexibilidade e Métodos de treinamento;

- Neurofisiologia que envolve o alongamento – alongamento estático e dinâmico e respostas neurofisiológicas;

- Alongamento aquece?

- Alongamento no aquecimento – para que e como?

- É importante treinar a flexibilidade? Para que ela serve?

- Biomecânica – postura e execução dos movimentos e gestos – onde entra a Flexibilidade? Importância da Flexibilidade na saúde do movimento humano e no gesto esportivo.

- A Flexibilidade ajuda na corrida, ajuda na musculação? Entendendo a biomecânica por trás de atividades simples como a corrida, caminhada e exercícios de musculação.

- O exercício de alongamento interfere no treinamento da Força? “Mitos e Tabus” que envolvem o treinamento das duas capacidades”; O que realmente os estudos estão dizendo? Informação e desinformação dos profissionais e pesquisadores ao realizar e interpretar os estudos.

- Laboratório prático:

· Biomecânica e correções dos exercícios e postura;

· Estrutura de uma aula;

· Uso de materiais para o auxílio da execução dos exercícios de alongamento;

· Variação de exercícios para os diferentes grupamentos musculares

Palestrantes:

Profa. Gizele Monteiro

- Mestrado em Fisiofarmacologia pela UNIFESP

- Diretora do programa Mais Vida Gestantes

- Professora dos cursos de pós-graduação na Universidade Gama Filho

Prof. Paulo Machado

- Professor dos cursos de pós-graduação na universidade Gama Filho (UGF)

- Formando no Autêntico Método Pilates by Inelia Garcia

- Formado em Alongamento consciente e Ballness

Local do curso:

Academia Companhia Athletica Anália Franco (dentro do Shopping Anália Franco)

Endereço: Avenida Regente Feijó, 1739 - Loja Ac 38/39 Shopping Anália Franco

Data: 22 e 23 de junho

Horário: das 9:00hs às 17:00hs

Investimento:

até dia 12/06 – R$300,00

após dia 12/06 – R$350,00

*Vagas limitadas

Procedimentos para inscrição:

1) Efetuar o pagamento da matrícula através de depósito bancário para:

Paulo Roberto Munhoz Machado (CPF - 116.111.908 – 60)

Banco Itaú - Agência - 3751 | conta corrente 06808-5
Paulo Roberto Munhoz Machado

2) Enviar a ficha-curso-alongamento preenchida, juntamente com o comprovante de pagamento da matrícula para o e-mail: contato@gizelemonteiro.com.br

3) Levar o comprovante de pagamento no primeiro dia do curso.

Informações:

Telefones – (11) 9 9651.8909 | 9 8266. 3029

E-mail: contato@gizelemonteiro.com.br





Como preparar o corpo para a gravidez?

Por Gizele Monteiro - Personal Gestante

Muitas mulheres hoje planejam a sua gravidez e o exercício pode fazer parte desse plano. Como elas podem preparar o corpo para a gravidez?

Será que é possível preparar o seu corpo fisicamente para a gravidez? A resposta para essa pergunta é SIM!!!

A gravidez traz uma demanda metabólica maior, muda a postura e a exigência muscular passa a ser maior, até mesmo o coração aumenta de tamanho e bate mais vezes para suprir toda a necessidade que a mãe e o seu filho terão de sangue. Um programa gestante deve iniciar desde o desejo de engravidar! O Personal Gestante tem esse diferencial.

Existem alguns músculos que sabemos que serão sobrecarregados, por exemplo, a região lombar, a qual deve ser fortalecida e alongada durante a gestação para a prevenção de uma das maiores queixas nesse período, a Dor Lombar Gestacional. Assim como a lombar, outras partes do corpo precisam ser preparadas para a gravidez e precisam receber atenção num programa.

No entanto é necessário que o profissional saiba como fazê-lo e qual o exercício é o mais indicado para a mulher conforme sua condição física. Isso facilitará não só a mulher a enfrentar a gravidez dando-lhe mais disposição, mas auxiliará na sua recuperação no período pós-parto.

Se a mulher já realiza exercícios com um personal ou em academia, seu programa deve ser modificado diante da sua individualidade e das alterações que ocorrerão na gravidez.

Portanto se a mulher deseja engravidar, pode e deve preparar o seu corpo e sempre buscar ajuda de um profissional que conheça todas as alterações que seu corpo sofrerá.

Tem alguma dúvida sobre o que fazer? Procure nosso programa - Mais Vida Gestantes - e nossa consultoria. Teremos prazer em ajudá-la nesse momento tão feliz e transformador.





Como voltar a forma depois do parto - exercícios no pós-parto

Por Gizele Monteiro

Voltar a forma depois da gravidez é uma tarefa que exige dedicação para a mamãe.

Muito se fala das alterações do corpo da mulher durante a gravidez, mas o período depois do parto é um momento de grandes transformações também. O corpo apesar de já dar sinais de retorno desde o primeiro momento, leva um tempo para voltar à forma final. Os seios e o abdome barriga continuam aumentados e as pernas também permanecem inchadas e de forma geral em 6 meses a maioria das funções já estão normalizadas, mas algumas podem persistir por até 1 ano. Porém além desse retorno ser individual, mulheres que se cuidam e se mantém ativas tendem a acelerar o processo.

Toda a “mudança corporal” que ocorreu é justificável, afinal, seu bebê precisava de condições adequadas para se manter saudável e vir ao mundo.

Além das mudanças corporais, há também a mudança na vida da mulher. Fica difícil se encarar e perceber que há ainda um árduo trabalho pela frente, e não estamos nos referimos ao cuidar da criança, mas do tratar do seu corpo e tomar uma decisão: ficar com a forma atual ou voltar a velha forma, ou até melhor? Talvez esse seja o momento da virada, pois muitas mulheres desenvolvem a obesidade entre o período gestacional e o pós-parto.

Logo na primeira semana depois do parto, a mulher chega a perder de oito a nove quilos. No próprio parto, são cerca de seis quilos perdidos. Mas o que mais incomoda mesmo são os quilos ganhos durante o processo. A mulher pode aumentar o peso em até 12 quilos (valores estimados por média, mas que não se enquadram a todas as mulheres).

A amamentação pode contribuir para a segunda etapa, pois exige um alto gasto energético.

A partir daí, dois processos tornam-se importantes, principalmente se a mulher aumentou muito o seu peso durante a gestação ou já engravidou acima do peso: os cuidados para uma boa alimentação e o exercício físico.

Os exercícios no pós-parto terão influência positiva mesmo para mulheres que nunca o realizaram. Deve ser direcionado conforme a necessidade da mulher, se emagrecer, se está com dores nas costas, se precisa de reorganização postural, etc. Para isso o programa deve ter uma avaliação física realizada por um profissional que entenda o que ocorreu no período gestacional e qual a necessidade atual da mulher.

O “programa Mais Vida Gestantes” oferece atendimento com profissionais especializados na prescrição de exercícios para o Pós-parto. Dessa forma, antes do que você imagina, estará nova em folha.

Saiba mais sobre nosso programa:

e-mail - contato@gizelemonteiro.com.br | fone - (11) 9 9651.8909.





Exercícios na gravidez - controle do ganho de peso

Por Gizele Monteiro - Personal Gestante

De longa data sabe-se que os exercícios podem ajudar no controle do ganho de peso na gravidez.

Um dos maiores medos da mulher na gravidez é engordar e é comum ouvirmos mulheres dizendo que engordaram 20-25 kilos durante a gravidez.

Além da estética será que existe algum perigo para o aumento do peso exagerado na gravidez, existe riscos para a mulher e para o bebê associados a esse aumento de peso? SIM, por isso nossa preocupação com esse controle. Alimentação saudável e exercícios podem ser fortes aliados durante a gravidez e o pós-parto.

Toda grávida quer que o filho venha ao mundo bem nutrido e saudável! Por outro lado, está provado que engordar demais na gestação faz mal à mãe e à criança. Então como encontrar o equilíbrio? Se a gestante estiver orientada por um profissional qualificado, verá que é possível ganhar só o que precisa sem passar fome, comendo com prazer e ainda garantindo toda a saúde do mundo para ela e seu bebê.

“Comer por dois” é um ditado que deve ser abolido da cabeça da gestante. Também a idéia, que estou grávida e agora eu posso, ou agora eu vou comer mesmo, não é o melhor caminho e pode custar sua auto-estima e um grande trabalho se a gestante quiser ter seu corpo e saúde de volta. Além de colocar em risco a saúde do bebê. É importante comer sim, mas os alimentos certos e equilibrados.

Mesmo comendo controladamente, é fato que a mulher tem que aumentar o seu peso e esse é distribuído entre o conteúdo feto-placentário e mais os tecidos da mulher que também aumentam como coração, mamas, líquidos, entre outros. Durante a gestação, existem duas fases para o ganho de peso bem definidas:

- no primeiro e segundo trimestres há o crescimento fetal mínimo e nessa fase há o grande perigo do aumento da gordura porque a mãe além do metabolismo alterado, ela tem mais fome e como mais, processo denominado hiperfagia, resultando em aumento do peso corporal materno, especificamente pelo acúmulo de gordura. Todo esse processo faz com que a mulher durante a gestação poupe sua glicose para o seu bebê. Há uma inversão metabólica em seu organismo fazendo com que ela estoque gordura para ter alimento para ela e disponibilizando dessa forma a quantidade adequada de glicose para o bebê. Além disso, a produção do leite materno demanda um alto gasto energético, o que é uma forma da mamãe voltar ao seu peso de uma maneira saudável.

- no último trimestre, há um grande crescimento do bebê, que é sustentado pela transferência de nutrientes da circulação materna.

Há até queda nos depósitos de gordura. Especialmente nesse período (terço final), o peso do bebê e da placenta elevam as necessidades calóricas à custa do metabolismo materno.

Iniciar a gestação com sobrepeso, obesidade ou ganhar peso excessivo durante, são fatores de risco e pode levar a gestante ao desenvolvimento de hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional que está associado a um crescimento fetal exagerado (macrossomia fetal), além de complicações no parto e obesidade pós-parto.

“Cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez”.

Exercícios na Gravidez - benefícios para o controle do ganho de peso

Um dos benefícios com a prática de exercícios físicos é auxiliar no controle de peso, controlando dessa forma o ganho de gordura (aumento de tecido adiposo).

O controle no ganho de peso também está associado a um melhor controle da pressão arterial, prevenindo pré-eclâmpisa e eclâmpsia; e prevenção de diabetes gestacional. Todos esse benefícios levam a redução de complicações no parto, favorecendo a saúde da mulher e do bebê.

O Mais Vida Gestantes® - Programa de Exercícios para Gravidez e Pós-parto foi especialmente desenvolvido para dar um atendimento seguro e eficaz durante esses períodos, levando a mulher a uma gestação saudável e com a disposição necessária para a mulher moderna.

Saiba mais sobre esse atendimento:

e-mail - contato@gizelemonteiro.com.br ou fone - (11) 9 9651.8909





Grávidas Obesas são incentivadas a não ganhar peso para emagrecer após o parto

Por Gizele Monteiro

Grávidas obesas são incentivadas a não ganhar peso para emagrecer após o parto

“Paten, de 35 anos e moradora do Bronx, tinha recebido ordens médicas para não ganhar mais que 5 ou 7 quilos - ela já tinha cerca de 50 quilos de peso excedente”.

Um quinto das mulheres grávidas nos Estados Unidos sofre de obesidade. Cada vez mais médicos estão aconselhando essas mulheres a cuidar do peso se quiserem uma gravidez fácil e um parto tranquilo. Em maio, o Instituto de Medicina divulgou diretrizes reduzindo o mínimo recomendado de ganho de peso para mulheres obesas, de 7 para 5 quilos.

Agora, um grande experimento de quatro anos, chamado Mães Saudáveis, está indo mais longe, tentando evitar que mulheres grávidas obesas ganhem qualquer peso. Se elas aumentarem de peso, os pesquisadores querem que seja limitado a 3% de seu peso inicial, ou cerca de 2,5 kg para uma mulher que pesa 85 kg.

“A gravidez é o que chamamos de momento educável, uma época em que as mulheres estão dispostas a realizar mudanças positivas de comportamento, pois isso é importante para sua própria saúde e para a do bebê”, disse Dra. Kathleen M. Rasmussen, professora de nutrição na Universidade Cornell e diretora do comitê do instituto sobre o ganho de peso durante a gravidez.

Enquanto muitas mulheres deixam de fumar ou beber durante a gravidez, Rasmussen diz que “três quartos das grávidas com sobrepeso ou obesas estão engordando fora dos padrões recomendados”.

Grupo de apoio

As grávidas obesas envolvidas no experimento Mães Saudáveis se reunirão privadamente com um nutricionista e participarão de grupos semanais de apoio comandados por especialistas em gerenciamento de peso. Elas serão estimuladas a seguir um plano de alimentação, baseado em comidas com baixo teor de gordura, com ênfase em frutas, vegetais, grãos, carne magra e laticínios de pouca gordura, além de consumir apenas uma média de duas mil calorias por dia.

Se isso parece drástico, muitos especialistas dizem que as mulheres precisam de um adicional de apenas 300 calorias diárias para sustentar uma gravidez. Embora algum ganho de peso seja devido a alterações normais em tecidos uterinos e dos seios, assim como peso do feto, placenta e excesso de fluidos, um número significativo de mulheres obesas não engorda durante a gravidez - e mesmo assim parece demonstrar resultados saudáveis.

“Por muitos anos, o ensinamento clássico tem sido: se você está grávida, tem que ganhar peso, e existe todo o conceito de comer por dois”, disse Dra. Kimberly K. Vesco, pesquisadora do Centro de Pesquisa de Saúde Kaiser Permanente, em Portland, Oregon, e obstetra e ginecologista praticante que irá dirigir o estudo Mães Saudáveis. A verdade, segundo Vesco, é que “você tem de comer mais, mas não precisa comer muito mais”.

Quebrando o ciclo

Restrições de peso na gravidez não são novidade: ao longo do século 19 e grande parte do século 20, pedia-se que as mulheres engordassem menos de 10 kg para reduzir o risco de complicações e cesarianas. As diretrizes foram relaxadas nas décadas de 70 e 80, à medida que as cesarianas se tornavam mais seguras e foram descobertos os riscos para bebês abaixo do peso.

Atualmente, as taxas crescentes de obesidade estão levando especialistas a questionar essas informações. Pesquisadores estão começando a questionar se a obesidade da mãe poderia ser prejudicial ao feto em desenvolvimento –e, no fim, se poderia levar à obesidade infantil. Colocar freios no ganho de peso durante a gravidez pode ser uma oportunidade, em outras palavras, de quebrar o ciclo da obesidade.

Porém, as implicações de uma restrição severa no peso não são totalmente conhecidas. “É um experimento”, afirmou Rasmussen sobre a pesquisa de US$ 2,2 milhões, que recebe financiamento federal. “Precisamos de estudos experimentais que possam realmente nos mostrar que, se você fizer as mulheres engordarem dentro de certo limite, isso irá melhorar seus resultados”.

Alguns dados, de estudos observacionais, sugerem que mulheres obesas que limitam seu ganho de peso podem ter uma gravidez mais saudável e um parto mais fácil; os médicos esperam que elas também possam evitar ter peso extra para perder após o parto.

Entretanto, existem preocupações. A principal é que as mulheres que não ganharem peso na gravidez irão queimar gordura para obter energia, produzindo compostos de ácidos chamados cetonas, que podem ser prejudiciais ao feto. Estudos realizados com mulheres diabéticas e animais descobriram que bebês nascidos de mulheres com mais cetonas no sangue tinham QI menor que outros bebês, afirmou Dra. Naomi E. Stotland, professora assistente de obstetrícia, ginecologia e ciências reprodutivas da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

“O que não sabemos é: o fato de a mulher não ganhar peso gera algum efeito no desenvolvimento neurológico dos bebês, ou outros efeitos adversos?”, disse Stotland. “Algumas dessas mulheres podem estar perdendo massa gorda, e a questão é: perder massa de gordura durante a gravidez, quando se está em uma categoria superior de IMC, é seguro para o bebê?”

Pós-parto

O estudo Mães Saudáveis acompanhará as mulheres durante a gravidez, para descobrir quando peso elas ganham, o tamanho de seus bebês e quanto peso elas retêm um ano após o parto, examinando complicações, o crescimento do bebê, hábitos alimentares e se a mãe continua com um estilo de vida mais saudável após o nascimento. Céticos dizem ser necessário acompanhar medidas adicionais, como o desenvolvimento cognitivo de longo prazo nos bebês.

Paten, a moradora do Bronx, saiu-se bem com sua gravidez, mas teve pressão alta e diabetes gestacional durante a gravidez e fez o parto por cesariana, apesar de seu gerenciamento de peso.

Seu filho, Brandon, que nasceu em 4 de setembro, pesava 4 quilos.

Após o nascimento de Brandon, ela fez um exame e se viu livre do diabetes, embora mais exames fossem necessários. E já havia perdido 11 kg.





Exercício e nutrição para a saúde da gestante e do bebê - controle de peso durante a gravidez

Gizele Monteiro - Personal Gestante

Exercício e nutrição para a saúde da gestante e do bebê - controle de peso durante a gravidez

Essa semana uma notícia me deixou muito pensativa por ver que a cada dia nosso trabalho vai ser mais valorizado, pois quando trabalhamos com saúde entendemos a importância de exercícios e nutrição na vida e bem-estar das pessoas, e, quando se trata de gestantes isso é mais sério ainda e por isso tenho trabalhado bastante na idéia de um estilo de vida ativo e saudável - com exercícios e alimentação adequada nesse período.

O assunto em pauta vem da dissertação de mestrado desenvolvida pelo biólogo Luiz Fernando Possignolo (Faculdade de Ciências Médicas - FCM- da Universidade de Campinas).

O estudo mostra que uma “Dieta rica em gordura durante a gravidez pode desencadear disfunções metabólicas”. O tema está mais completo no link: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/546/dieta-rica-em-gorduras-na-gestacao-desencadeia-disfuncoes-metabolicas.

A dieta materna hiperlipídica (rica em gorduras) aplicada em roedores (CLARO!!! QUEM IRIA PARA UM ESTUDO REALIZAR ISSO!), durante períodos críticos do desenvolvimento da prole, levou os filhotes a terem alterações metabólicas na vida adulta. Eles apresentaram resistência à insulina, hipertensão e alterações na expressão de proteínas ligadas ao transporte de colesterol e à via inflamatória. O autor declara que apesar dos experimentos serem feitos com animais, existem estudos na literatura avaliando mulheres com alterações de dieta que já demonstram doenças metabólicas e que poderão levar efeitos sobre os filhos.

Vale a pena conferir mais detalhes do estudo, mas fica a nossa dica e orientação da importância de algo que tenho defendido em nosso programa e blogs - nutrição adequada e exercícios durante a gravidez e pós-parto.

Até o próximo post!





A polêmica do alongamento: polêmica ou falta de conhecimento?

Profa. Ms. Gizele de Assis Monteiro

Não são poucas as polêmicas, ou melhor, as teorias que cercam o alongamento. A última é que os alongamentos aplicados como parte de um aquecimento fazem com que a performance das manifestações de força e velocidade sejam diminuídas. Acho que é bom avisar o Michael Phelps, quem sabe ele bate mais um recorde. Para um ginasta então, já pensou saltar mais alto e potente. Quem já não viu esses atletas fazerem uso dos famosos alongamentos?

Infelizmente a grande polêmica está nos próprios autores das pesquisas e nos professores que propagam essa informação sem analisar a quantidade de estímulos aplicados. Talvez seja pela falta de experiência prática com o estímulo. O que normalmente não é citado é que temos dois tipos de respostas nos estudos, os que encontram os efeitos negativos na força e os que não encontram efeitos negativos na força e infelizmente são divulgadas apenas as informações de que o alongamento tem influência negativa. Exemplificarei com os próprios estudos.

Cramer e seus colaboradores em 2004 analisaram o efeito agudo do alongamento estático sobre a força do quadríceps e realmente encontraram um efeito negativo do uso do alongamento. No entanto temos que nos atentar para a carga desse estímulo aplicada: foram 4 exercícios para o músculo quadríceps dividido em 4 séries de 30 segundos em cada exercício. Somando o total do tempo, temos 8 minutos de alongamento no mesmo músculo. Se o profissional conhece um pouco de alongamento verá que essa carga é o bastante para treinar e não para ser utilizado como parte de um aquecimento. Portanto ao invés de afirmar que o alongamento como parte de um aquecimento diminui a força, deveria ser concluído que o treino da flexibilidade antes do treino de força irá influenciar diminuindo a força.

Um resultado bem interessante, agora sem a interferência na força, foi realizado por Egan e seus colaboradores em 2006. Um detalhe a parte, esse grupo de pesquisadores são do mesmo laboratório do estudo anterior citado. Nesse estudo analisaram o efeito agudo do alongamento estático sobre a força do quadríceps com carga também semelhante ao estudo anterior e acompanharam o seu efeito até 45 minutos após a aplicação do alongamento. Como resultado o alongamento “não” produziu mudanças na força em nenhum tempo analisado. Os autores atribuíram esse resultado como efeito de um treinamento anterior a esse estímulo.

Talvez isso explique o porquê o ginasta faz isso o tempo todo e não tem interferência em sua performance, e também o porque o Michael Phelps continua se alongando no aquecimento.

Mas vamos apimentar mais, um estudo organizado por Little e Williams em 2006 utilizaram o alongamento estático e o dinâmico, mas agora com uma carga e tempo compatíveis com o tal aquecimento, somou-se o total de 6 minutos de alongamento em vários grupamentos musculares em ambos os lados. Realizando testes de sprint (10 e 20 metros e teste de zigue-zague) os autores encontraram a redução nesses tempos, principalmente com o alongamento dinâmico, portanto a aplicação do alongamento teve um efeito positivo sobre a velocidade.

O alongamento dinâmico até pouco tempo condenado a ser um estímulo lesivo hoje observa-se que mesmo utilizado em carga semelhante ao alongamento estático não interfere na força, como o estudo realizado por Bacurau e colaboradores em 2009. Mesmo com uma elevada carga utilizado nos músculos isquiotibiais os estímulos não tiveram efeito negativo sobre a força máxima e força de resistência.

Será que realmente existe polêmica no uso do alongamento, ou será que estamos criando teorias por desconhecer esse estímulo e não saber como e quando aplicá-lo?

Referências:

Cramer et al (2004). Acute effects of static stretching on peak torque in women. J. of Strength and Conditioning Research, 18(2), 236-241.

Egan et al (2006). Acute effects of static stretching on peak torque and mean power output in national collegiate athletic association division I women’s basketball players. J. of Strength and Conditioning Research, 20(4), 778-782.

Little & Williams (2006). Effects of differential stretching protocols during warm-ups on high-speed motor capacities in professional soccer. J. of Strength and Conditioning Research 20(1), 203-207.

Bacurau et al (2009). Acute effect of a dynamic and a static flexibility exercise bout on flexibility and maximum strength. J. of Strength and Conditioning Research, v23, 304-308.